Fumante passivo: os riscos de conviver com quem fuma


Considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável, o tabagismo é responsável pelo desenvolvimento de aproximadamente 50 doenças, incluindo o câncer de pulmão e outros órgãos.

A data de 29 de agosto é Dia Nacional de Combate ao Fumo. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 4.700 substâncias tóxicas são jogadas no ar pela fumaça do cigarro. Além dos fumantes ativos, quem fica exposto à fumaça do cigarro involuntariamente, os chamados fumantes passivos, também correm sérios riscos.
Estudos do Instituto Nacional do Câncer (Inca) afirmam que os fumantes passivos têm 30% a mais de chances de desenvolver câncer de pulmão e 24% de ter um infarto agudo do miocárdio.

"A exposição involuntária à fumaça do tabaco pode acarretar desde crises agudas de rinite, tosse, conjuntivite, sinusite e exacerbação da asma em curtos períodos de tempo, até infarto agudo do miocárdio, câncer do pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) em adultos expostos por longos períodos", explicou a oncologista do Cecon Juliana Alvarenga Rocha.

Por serem mais frágeis, crianças e idosos são mais afetados pelos danos do tabagismo passivo e podem apresentar agravamento de problemas respiratórios e outras complicações.

"As crianças expostas à fumaça do cigarro têm maior risco de morte súbita, bronquite, pneumonia, asma, infecções de ouvido e até déficit de crescimento. O risco para a criança é maior quando a mãe ou o pai são fumantes. Idosos costumam cursar com infecções mais graves que por vezes necessitam de internação hospitalar", alertou a médica.

Outro grupo bastante afetado pela inalação da fumaça do cigarro são as gestantes, que devem ficar bem longe de fumantes. "O tabagismo passivo é especialmente perigoso na gravidez, podendo prejudicar o crescimento do feto e aumentar o risco de complicações durante a gravidez e o parto, tais como a morte fetal, o parto prematuro e o baixo peso ao nascer", afirmou a oncologista Juliana Alvarenga Rocha.

A decisão de abandonar o cigarro traz muitas vantagens para a saúde, a curto, médio e longo prazo. Os efeitos da cessação do tabagismo podem ser vistos de imediato. Em apenas 20 minutos ocorre a normalização da pressão e dos batimentos do coração.  Após três semanas, a respiração melhora consideravelmente, e em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fuma um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%.

 

Riscos do tabagismo passivo:

Reações alérgicas (rinite, tosse, conjuntivite, sinusite, exacerbação de asma) em curto período;

Infarto agudo do miocárdio;

Câncer do pulmão;

Enfisema pulmonar e bronquite crônica)em adultos expostos por longos períodos.


Em crianças:

Maior risco de morte súbita

Bronquite

Pneumonia

Asma

Infecções de ouvido

Déficit de crescimento


Em gestantes:

Pode rejudicar o crescimento do feto e aumentar o risco de complicações durante a gravidez e o parto, tais como a morte fetal, o parto prematuro e o baixo peso ao nascer.

 

Benefícios para quem deixa de fumar

 - Após 20 minutos sua pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal;
- Após 2 horas não tem mais nicotina no sangue;
- Após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza;
- Após 2 dias 

, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta a comida melhor;
- Após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora;
- Após 5 A 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou.