Câncer de próstata: Novembro Azul alerta para diagnóstico precoce

Doença que atingiu cerca de 61 mil homens em todo o Brasil no ano passado, segundo dados do Inca, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre pessoas do sexo masculino, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma.


Chamar a atenção para a necessidade de diagnosticar precocemente esse tipo de câncer é um dos objetivos da campanha Novembro Azul. O urologista do Centro Capixaba de Oncologia (Cecon), Carlos Henrique Segall Jr., explicou que, se descoberta no início, as chances de cura chegam a até 95%.


"Geralmente, os sintomas só aparecem na fase avançada da doença. Por isso é tão importante esta campanha e fazer o diagnóstico precoce", afirmou o médico.


A detecção do câncer de próstata é feita inicialmente por meio de dois exames: o de sangue, chamado PSA, e o toque retal. Esses dois exames devem ser associados e assim permitir a suspeição do diagnóstico que será confirmado pela biópsia da próstata. Porém, muitos homens ainda se recusam a fazer o procedimento, seja por preconceito, medo ou falta de informação.


"Esses dois exames não devem ser feitos separadamente. Há possibilidade do resultado do exame de sangue ser normal e a pessoa ter um tumor na próstata, que em alguns casos só é diagnosticado com o toque retal. O procedimento é muito simples, não dura mais do que alguns segundos, é indolor e não ofende ninguém", alertou o urologistaCarlos Henrique Segall Jr.


A recomendação é que os exames sejam feitos a partir dos 50 anos. Dentre os fatores de risco, estão a idade, o histórico familiar, a obesidade e a etnia negra. Nestes casos, a orientação é que os exames sejam realizados a partir dos 45 anos.


TRATAMENTOS
Uma das modalidades de tratamento do câncer de próstata é a vigilância ativa, que consiste no monitoramento da doença por meio de exames e consultas periódicas. Essa modalidade é indicada para tumores pequenos e de baixo risco (pouco agressivos).


"Hoje, um dos principais desafios do urologista é identificar pacientes que podem ser submetidos à vigilância ativa, que é uma modalidade segura, em casos de pacientes com baixa quantidade da doença", informou o urologista do Cecon.


Os outros tratamentos são a cirurgia, radioterapia e hormônio terapia que serão empregadas isoladamente ou combinados, a depender da quantidade de doença apresentada no momento do diagnóstico. A quimioterapia é utilizada somente em casos de doença avançada quando há metástases, ou seja, quando a doença migrou para outros órgãos.